quarta-feira, 16 de abril de 2008

Qem defenderá a justiça e o bem comum?





QUEM DEFENDERÁ A JUSTIÇA E O BEM COMUM?


Com o individualismo, o utilitarismo e o desenvolvimento científico, novas violações à vida não só são praticadas, mas consideradas lícitas e até desejáveis.
A consciência tem cada vez mais dificuldade em perceber a distinção entre o bem e o mal .
No aborto, uma nova vida torna-se sinal de desesperança. Na eutanásia, matar é visto como ato de amor.
Quem defenderá a justiça e o bem comum quando não se tiver mais a noção do que é o bem e do que é o mal?”



Colocamos este pequeno texto introdutório do livro base da Campanha da Fraternidade 2008 para reflexão. Aliás, são indagações importantes para o nosso dia a dia que passam desapercebidas por todos nós. O mal virou uma atitude tão comum e por isso já faz parte da rotina da humanidade. Uns que matam por matar utilizando não só instrumentos mortais, mas como instrumentos psicológicos que levam o Próximo a fragilizar suas defesas naturais. Tem soldados que até hoje estão guerreando sem saber o verdadeiro significado: se defendem um território ou apenas um partido político que está no poder. Vejam por exemplo a guerra do Iraque que já dura mais de um ano onde centenas de pessoas já morreram. Pior que a guerra é a desvalorização do Ser Humano. Somos peritos em tratar da economia, mas não somos capazes de tratar a vida como ela deve ser tratada. Esquecemos que ela é a nossa maior riqueza e o nosso maior interesse. É mais fácil eliminar do que tratar a causa dos outros. Exibimos nosso conhecimento, mas não tratamos os nossos conflitos nos tornando frágeis do sistema emocional. Amor, fraternidade, comunhão, amizade, se tornaram atitudes de muito poucos e até notáveis no comportamento humano. Se voltarmos ao tempo, vamos perceber que as coisas apenas foram incrementadas pela facilidade da tecnologia e que a garantia de vida existe apenas no ponto de vista do Criador. Se a humanidade não se transformar de fato, de nada adianta se proteger do sol com a peneira. Temos responsabilidade com a vida e, por nenhum momento, podemos coloca-la abaixo ou ao lado de qualquer outro interesse.